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SHOW "ESSA MULHER": 30 ANOS DE ESTREIA

A capa do suplemento do Jornal do Brasil mostra o que seria mais um show de sucesso de Elis. O ano era 1979, e Elis colhia os frutos da música O bêbado e a equilibrista (João Bosco e Aldir Blanc) ter caído na boca do povo e se tornado o Hino da Anistia. O show Essa Mulher caiu na estrada no dia 30 de agosto, há exatos 30 anos, menos de um mês depois de Elis voltar de uma temporada internacional, onde se apresentou em festivais de jazz em Montreux (Suíça) e Tóquio e na Bélgica, ao lado do gaitista Toots Thilemans. Segundo o jornalista Zuza Homem de Mello escreveu à época, Elis voltava ao Brasil “para mostrar, com seus músicos ( Moreno, Nenê, Chacal, Crispim e Ricardinho Silveira) e César Mariano, como é a Elis internacional”. Elis vinha de dois outros grandes shows de sucesso Falso Brilhante e Transversal do Tempo e, dessa vez, havia decidido se focar mais na música, abrindo mão de cenários e objetos de cenas tão explorados nesses dois trabalhos anteriores. Aliás, o show não trazia quase nem cenário, apenas um pano branco no fundo do palco com a imagem de uma orquídea. A flor também aparecia nos cabelos de Elis, que agora estavam compridos. O vestido, um longo rosa com bolinhas brancas, foi desenhado pelo estilista Clodovil. Há também imagens de Elis se apresentando em Porto Alegre com outro figurino, um conjunto branco. 
No repertório algumas canções dos discos, como os sambas Eu, hein Rosa, Cai dentro, Basta de clamares inocência (que abriam o show), além de Essa Mulher, As aparências enganam e O bêbado e a equilibrista. Eu, particularmente, acho que todas poderiam estar no roteiro. Senti falta, principalmente, da belíssima Altos e Baixos, que se encaixaria no roteiro antes ou depois de As aparências enganam, e Pé sem Cabeça (acho que Elis arrebentaria cantando ao vivo). Elis ainda restaria os antigos sucessos A Comadre (1973), Conversando no bar (1974) e Um por todos (1976). Ela também cantava Corsário, apresentada por ela em um especial da TV Bandeirantes e que, infelizmente, nunca entrou em nenhum disco de carreira de Elis. Havia também canções novas que Elis incluiria em seu LP duplo saudades do Brasil, lançado um ano depois: Onze fitas, Menino, Mundo novo, vida nova, Agora tá e Maria, Maria. A temporada de shows do Essa Mulher começou no final de agosto de 1979 e prosseguiu até ouço antes do Natal, passando por quase todas as capitais brasileiras. Segundo o programa do show, a turnê de Elis iria passar pelos seguintes locais: 30/08 a 06/09 – Interior de São Paulo; 14 a 16/09 – Anhembi/ SP; 17/09 a 06/10 – Sorocaba, Campinas, Mogi das Cruzes, Ribeirão preto, Piracicaba, Limeira, Uberaba, Uberlândia, Rio Preto, Araras, São Carlos, Bauru, Marília, Lins, Presidente Prudente, Londrina, São José dos Campos, Jundiaí, Taubaté e Santos; 09 a 21/10 – Porto Alegre; 25 a 28/10 – Curitiba; 31/10 a 18/11 – Belo Horizonte; 22 a 25/11 – Brasília; 28 a 31/11- Belém; 01/12 – São Luiz; 02/12 – Teresina; 05 a 09/12 – Fortaleza; 11 a 16/12 – Recife; 18/12 – Aracajú; 19 a 23/12 – Salvador. O programa do show - tradicionalmente distribuídos pelas gravadoras, e que, hoje em dia, caiu em desuso - também traz o texto que Elis escreveu para apresentar o espetáculo e que já foi reproduzido no CD Elis – Ao Vivo, que traz o registro ao vivo do Essa Mulher. Aqui, reproduzo a linda foto que acompanhou o texto no livreto:  O registro ao vivo do show Essa Mulher em uma das apresentações no Anhembi (SP) foi lançado pela WEA em 1998. Há também uma outra versão que circula pela internet com uma gravação registrada pela Rádio Cultura, também em São Paulo. Nessa gravação, Elis aparece um pouco rouca (era a segunda apresentação dela na mesma noite) e anuncia a presença do sociólogo Betinho (o irmão do Henfil) na plateia. Sobre o disco “Essa Mulher” Em entrevista à revista Música, número 34, de 1979, Elis falou um pouco do disco Essa Mulher, lançado em julho de 1979, que deu origem ao show. A revista diz que Elis está numa fase “mais fatale e menos ‘pimentinha’”. Na foto abaixo, Elis aparece ao lado do produtor Marco Mazola e do cantor Cauby Peixoto durante as gravações do disco. 
Música - Como foi a preparação de seu novo disco? Elis – O disco foi muito simples, teve que necessariamente ser simples, pois estava atravessando um período de muita turbulência, depois de estar 15 anos na Philips e passando para a WEA. A excitação da mudança, precedida por uma ansiedade minha em sair de onde eu estava, sacando que não dava mais pé, me levou a um papo com Midani (diretor da gravadora) e o Mazola (produtor), que me apresentaram um plano de trabalho complexo, que seria levado a cabo no Brasil e no exterior. Isso para um profissional é ótimo, mas o deixa também baratinado. Música – E como surgiu a elaboração do repertório? Elis – Bem, pelo curto prazo de tempo em que o disco foi feito, não deu para elaborar muito, tinha uma porção de música que eu já tinha mais ou menos selecionado. (…) A primeira música que me tocou muito foi Essa Mulher. Música – E o resto de repertório, como pintou? Elis – (…) Procurei fazer um disco parecido comigo, outras propostas, outros enfoques e debates mais profundos na colocação de certas músicas no repertório, me parecia difícil de ser feita, num momento em que nós todos, como sociedade, estamos atravessando por um período de transformações muito grande. A gente não sabia o que estava vivendo, nem o que ia viver. A revista também traz a listas de discos, compactos, músicas mais executadas, músicas do mês, entre outras. Elis aparece nas seguintes categorias: Músicas do Mês 1º lugar Não chores mais – Gilberto Gil 2º lugar O bêbado e a equilibrista – Elis Regina Elepês 1º lugar Pai Herói Internacional 2º lugar Álibi – Maria Bethânia 3° lugar Elis, Essa Mulher – Elis Regina Discos do mês 1º lugar Eu Canto - Fagner 2º lugar Álibi – Maria Bethânia 3° lugar Elis, Essa Mulher – Elis Regina Mais vendidos das gravadoras WEA 1° lugar - Elis, Essa Mulher – Elis Regina
Agradecimentos a Leandro Arraes que enviou a imagem que abre esse post
Escrito por Danilo Casaletti às 02h11
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"A CADA DIA QUE PASSA QUERO SER MAIS FELIZ"

Pode parecer clichê, mas, lembrar Elis nesse 19 de janeiro, é lembrar de sua vida. Vida que ela amava, vida que ela dedicava à sua música, aos seus filhos, seus amigos, ao Brasil e ao planeta.
O texto abaixo é de uma entrevista para a revista Manchete, na época do show "Trem Azul". Elis estava ensolarada! Ela queria dividir os raios desse sol com todos, principalmente com o público que lotava seu show e fez dele o melhor espetáculo de 1981.
"Apesar de a gente saber que nada será como antes, não há por quê não tomar o trem azul. Quem sabe um dia o sonho volta? Aliás, o sonho não acabou., o meu sonho realmente não acabou, mas, como fico visceralmente abalada com as coisas que acontecem, é claro que vou ficar preocupada.
Preocupada com as pessoas. Isso que está aí não aceito; não faço parte dessa roda. Mas, como acredito profundamente no ser humano, acho que nem tudo está perdido. E vou trabalhar para a melhoria do planeta, do meu jeito. Porque a cada dia que passa mais acredito no grupo, na gargalhada, na leveza, na força do sol atuando em cima das pessoas, a cada dia que passa quero ser mais feliz, batalhando para ser uma pessoa tranquila diante de mim mesma e de meu espelho. Continuo com os passarinhos, com as flores, as cascatas e os rios. Sou uma pessoa antiga. Não vou trair minha cabeça, meu jeito de ser; apesar que até dei uns avanços. Mas daí, Deus é quem sabe, tá sabendo?"
Escrito por Danilo Casaletti às 10h44
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Hoje, dia 17 de março, seria o aniversário de Elis…63 anos. Como sempre faço, para homenageá-la, coloquei aqui uma matéria. Escolhi um revista de 08 de janeiro de 1966, chamada Fatos&Fatos. É uma matéria de quatro páginas na qual Elis comenta assuntos como sua carreira, sua música e seus planos para o futuro. Na verdade, é mais um depoimento do que uma matéria. As fotos também fazem parte da edição.
O que chama atenção é a cabeça que Elis tinha aos 20 anos. E mais. Com pouco tempo de carreira, ela já tinha uma consciência de sua carreira e do seu papel na música que poucos artistas, mesmo com anos de estrada, têm.
Elis termina a matéria dizendo “até a volta”…Até, Elis!
Esta é a primeira vez que tenho a chance de comunicar-me com quem eu gosto, sem ser através da música: vou tentar mostra-me numa reportagem. Muita coisa vou deixar escondida, que não é bom desnudar-me inteiramente, mas tentarei mostrar muito de mim, muito do que até agora estava escondido. Se alguém se der o trabalho de ler nas entrelinhas, vai ver muito mais.
(…)
Vou-me embora dia 6 de janeiro, para a Europa, refazer-me do trabalho imenso que tive em 1965, ano ótimo sob todos os aspectos, o melhor da minha vida. Pretendo ir a Portugal, França, Itália, Espanha, Egito, Grécia e , se o tempo e os dólares permitirem, até Israel. Na Grécia, por exemplo, vou entrar com uma fita métrica na mão e medir pedra por pedra do Paternon, as portas, tudo direitinho, só para saber se aquele catatau que me obrigaram a decorar no colégio é verdade…
(…)

Nunca poderei esquecer o que me deram no Teatro Paramount. Nunca vou esquecer, por mais que eu viva, o que recebi no Teatro Record, durante os sete meses de O Fino da Bossa. Desde pequena, meu sonho era essa Minha Gente. Sempre sonhei viver nesse mundo, ter tudo o que tenho. Para isso eu deixei minha terra, minha escola, meus amigos, que eram muitos. Vim com medo, indecisa. Não sabia o que era certo esse mundo.(…) Decidi que alcançaria, seguiria em frente, custasse o que custasse, fossem quais fossem as conseqüências.
(…)
Muita gente se pergunta que sou eu: leviana, alegre, extrovertida, realizada, triste ou só? Pouquíssimos são os que me conhecem. No fundo, Elis Regina é uma “menina-velha”, conseqüência única e exclusivamente da vida e do mundo em que vive. A pessoa vai se transformando a cada dia. Não me preocupo com a vida de ninguém, não me interesso se estão andando com a perna para cima ou para baixo, o que me importa nas pessoas não é o que elas fazem, mas o que elas dão de si.
Numa palavra: eu sou eu mesma.e é difícil descrever-me. Gosto de calor humano, preciso de afeto. Elis Regina Carvalho Costa tem vinte anos e é completamente diferente de Elis Regina, a cantora, mulher de quarenta anos bem vividos. Quem conhece uma, não conhece a outra, pois uma não vive em função da outra.
(…)

Minha música sai natural e espontânea. Eu faço cara feia, sou exagerada nos gestos? E eu com isso? É um problema de quem o acha. Eu sinto as coisas assim e eu simplesmente recorro a isso tudo porque às vezes a palavra não é suficiente para demonstrar as pessoas tudo que se quer dizer, não tem força para isso. O gesto é meu, o repertório quem escolhe ou eu, as letras, as músicas e tudo mais também refletem muito de mim.Música para mim é a única razão de ser, minha vida gira toda m função dela.
(…) O público é um negócio tão bacana, espera algo da gente, com olhos de pidão, eu nada mais posso fazer além de procurar satisfazê-lo. Meu carinho é tão grande, que não posso definir. Sinto-o apenas. E só posso dizer: muito obrigada e até a volta em março. Prometo tudo de mim.
Escrito por Danilo Casaletti às 02h11
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ELIS (ROUCA) EM ESSA MULHER

Em 1979, Elis estreou seu show Essa Mulher, que tinha como base o repertório do CD homônimo, lançado no mesmo ano.
Além de incluir no show músicas como “Eu, Hein Rosa”, “Cai Dentro”, “Essa Mulher”, “O Bêbado e a Equilibrista” (grande sucesso do ano que virou o hino da Anistia) e “Basta de Clamares Inocência” (inédita de Cartola lançada por Elis), Elis resgatou para as apresentações a deliciosa “Comadre” (João Bosco e Aldir Blanc, gravada por ela em 73), “Um Por Todos” (da mesma dupla, lançada no disco Falso Brilhante) e “Conversando no Bar” (gravada por Elis em 74 e que ganharia outra versão no disco Saudades do Brasil, de 80).
Com um vestido rosa assinado pro Clodovil, cabelos longos ladeados por uma orquídea (como Bille Holliday), Elis também apresentava no show algumas canções inéditas, como “Agora ta”, “Onze Fitas”, “Menino” e “Mundo Nova, Vida Nova”, todas gravadas por ela no ano seguinte no álbum Saudades do Brasil.
O registro ao vivo do show foi lançado em 2005, sob o título “Elis Vive”. Mas, o que eu apresento agora para vocês é uma outra versão desse mesmo show, gravada pela Rádio Cultura de São Paulo em setembro de 1979, no Palácio das Convenções do Anhembi, onde o “Essa Mulher” cumpria sua temporada paulista.
Curiosidades dessa gravação:
- nota-se que Elis estava rouca neste dia. Explico: aquela era a segunda apresentação de Elis na mesma noite. A primeira havia começa às 18h, e, a segunda, depois das 20h. O motivo? Primeiramente o sucesso do show. Mas, uma presença muito importante na platéia dava à apresentação um sentido histórico: Hebert de Souza, o Betinho, o irmão do Henfil, havia acabado de voltar do exílio e, segundo relatos, foi direto ao show para ouvir de perto “O Bêbado e a Equilibrista”; Claro que Elis fez questão de anunciar a presença dele. “Você já ouviram falar do irmão do Henfil? Pois é. O Betinho ta de novo com a gente. Que maravilha!!”
- Elis, antes de cantar Onze Fitas, diz que iria apresentar ao público uma canção de uma moça de 20 anos, “que é a coisa mais importante que eu tive oportunidade de encontrar nos últimos tempos”. A “moça” é Fátima Guedes.
- reparem que Elis, durante a parte final de “Maria, Maria”, solta um surpreendente grito: “abre a senzala!”. Por que Elis gritou isso? Difícil dizer ao certo. Arrisco dizer que ela se referia ao fim da ditadura, à volta dos exilados...
- antes de cantar seu famoso pot-pourri “Ponta de Areia/ Fé Cega, Faca Amolada/ Maria, Maria”, Elis diz que tem sentido uma certa inibição por parte das pessoas em cantar junto com elas. “Cantem!! Eu acho ótimo!”, diz Elis, explicando que assim, ela descansaria um pouco a voz e, no dia seguinte, poderia cantar dobrado novamente.
Eu havia registrado essa gravação quando a rádio Cultura a reprisou, não me lembro bem ao certo quando. Estava em fita cassete. Passei para um outro grande fã de Elis, o Leandro Arraes, do Rio de Janeiro. Acabei tendo essa fita “levada” por um outro fã de Elis, Agora, o Leandro me deu a boa notícia que havia conseguido passar essa fita para um arquivo digital. E o que é melhor...colocou-a ao alcance de todos.
Aqui está o link: http://rapidshare.com/files/94398059/Elis_1979.zip.html
Espero que todos gostem!
Escrito por Danilo Casaletti às 13h15
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Caros,
A imagem acima é da capa e contra-capa da nova edição do livro Furacão Elis, de Regina Echeverria, que a Ediouro acaba de lançar. A festa de lançamento aconteceu no último dia 27 de março, na Casa das Rosas, em São Paulo.
Abaixo, eu deixo um link da um entrevista que fiz com a Regina. Nela, ela fala sobre o relançamento do livro, a polêmica em torno da morte da Elis e diz que gostaria que Ana Paula Arósio vivesse Elis no cinema.
http://revistaquem.globo.com/Quem/0,6993,EQG1502010-3428,00.html
Escrito por Danilo às 18h17
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PARABÉNS ELIS!

Acho que a melhor imagem que podemos ter de Elis é essa: uma pessoa brincalhona que sempre estava pronta para mostrar seu sorriso...Elis, esperamos que a festa aí no céu seja boa!! Enquanto isso, cante mais uma para nós!
Escrito por Danilo às 20h01
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Caros,
Andei pensando em o que publicar aqui para homenagear Elis. Mas – ao longo desses mais de 10 anos em que sou fã da Elis – descobri que toda e qualquer homenagem – por mais que seja válida – é muito pouco diante da importância dela para a música brasileira e, sem dúvida, perante a tudo que ela "fez" para mim através das canções que ela deixou gravadas, dos shows que fez e das entrevistas que concedeu.
Por isso, nestes 25 anos sem ela, resolvi relembrar a Elis que mais gostamos: cheia de planos para o futuro, de bem com a vida, alegre e, como sempre, acionando a sua metralhadora giratória (eu pelo menos adoro isso).
A entrevista que resgato neste post foi concedida à revista Manchete no início de 1981. Elis estava em Los Angeles, na casa do músico Wayne Shorter, ensaiando e escolhendo repertório para o tão famoso disco que fariam juntos e que acabou não dando certo. Elis já estava seperada de César, e foi nesta viagem que surgiu o boato de que Fábio Júnior havia acompanhado ela.

Na entrevista concedida a jornalista Valéria Burgos, Elis fala de Fábio Jr, dos planos de Wayne para os disco, das músicas que ele compôs especialmente para ela, da sua mudança da Serra da Cantareira para o centro de São Paulo e avisa "Ninguém vai fazer da minha vida uma novela!"...Confira:
Dizem que o Fábio Jr. veio com você nesta viagem a Los Angeles, e que ele também está incluído nos planos de Wayne Shorter. É isso ou há mais coisa?
Elis – Não é nada disso
Mas você conhece o Fábio?
Elis – Conheci. Mas nem sei se ela está nos Estados Unidos
Como surgiu a idéia de gravar com Wayne Shorter?
Elis – Surgiu quando eu estava no Japão. Ele então me convidou para fazermos um disco juntos., mas não pensei que isso acontecesse tão de repente assim. No Natal, liguei para Wayne desejando-lhe felicidades e ele me disse para pegar o primeiro vôo e vir para Los Angeles. E aqui estou, na casa dele. E também passei um bom fim de semana e Nova York
É a primeira vez que vem aos Estados Unidos?
Elis - É. Eu e Wayne devemos ir ao Brasil em fevereiro, a fim de fazermos a pré-produção. Em março, estaremos gravando. Em abril, a gente volta para Los Angeles para os aparatos finais: capa, mixagem, essas coisas todas.
O disco será em inglês ou português?
Elis – A gente ainda não sabe direito. Wayne campôs muitas canções, ainda sem letras. No momento é isso que estamos discutindo e planejando.
Wayne compôs especialmente para você?
Elis – Foi. São músicas lindíssimas. Estou muito emocionada, tanta coisa começou a acontecer ao mesmo tempo...Tenho certeza que agora minha vida vai mudar. Estou pulando inteirinha. Vibrando.
Mas antes você afirmou que não queria mais compromisso com nada...
Elis – Quero dizer, apenas estou livre, leve e solta...na vida. Vou morar no centro de São Paulo., de novo. Já tenho um pequeno apartamento no Rio, devo alugar outro em São Paulo e mais um em Nova York.

Você deve saber que em Nova York a colônia brasileira é pequena e a fofoca não deixa de existir. Lembra-se do caso de Roberto Carlos?
Elis – Pois é. Mas no Brasil a mesma coisa está acontecendo comigo. Eu fico tranqüila, sob controle. Ninguém vai fazer da minha vida uma novela. Não vou sair da minha estrada por causa de fofocas. Sabe, quem paga minhas contas sou eu. (...) Alguma coisa está mudando em minha vida. Mas ainda nãos ei para onde vou. Sei apenas que não sou mais a mesma pessoa.
Saberia definir essa nova pessoa?
Elis – Não sei para onde ela está indo. Tudo leva a crer que será uma pessoa legal.
É uma espécie de renascimento seu?
Elis – Não. Starting over...just like starting over, como dizia Lennon. Sei apenas que estou na metade do caminho, há ainda uma porção de coisa a ser feita. Eu me soneguei muito. Agora apareceu, está na minha frente e eu preciso domar o bicho. Tenho de domar a fera. Olha, viver é a melhor coisa do mundo...É ótimo!
Obs: Na primeira foto, Elis está com Wayne Shorter, na casa dele, em Los Angeles. Na segunda foto, Elis está com a mulher de Wayne
Escrito por Danilo às 16h21
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VÍDEOS DE ELIS
Caros,
Para o nosso total deleite, a Globo.com resolveu homenagear Elis colocando no ar alguns vídeos bem interessantes e raros de Elis.

Em um dos vídeos, Marília Gabriela faz o seu "famoso" bate-bola com Elis, que elege sua música preferida, seu grande amor, sua maior emoção, etc...(só não vou falar as respostas para não perder a graça).
Há também um vídeo com a participação de Elis no aniversário da TV Mulher,,,Elis brinca com Marília, diz que está feliz com o programa estar completando 1 ano de vida, imita o Clodovil e avisa pra mulherada tomar cuidado, pois ela estava solta (referindo-se a sua separação de César)
O outro vídeo, mostra o velório de Elis. Realmente emocionante. O povo, a quem a crítica sempre disse que Elis não atingia, foi lhe dar o último adeus. O repórter conversa com seu Romeu (pai de Elis) e dona Ercy (mãe de Elis). A resposta de dona Ercy sitentiza tudo que as pessoas sente naquele momento e quem estão sentindo até hoje: Saudades
Para assistir, acessem www.globo.com/gmc. Procurem por Elis Regina. Todos os vídeos são free.
Escrito por Danilo às 10h54
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ESPECIAL DA GLOBO CONTINUA CAUSANDO POLÊMICAS
Caros,

Como não poderia deixas de ser, o especial da Elis - exibido pela TV Globo no último dia 28 de dezembro - continua causando polêmica.
Segundo matéria da Folha Online, desta vez é o diretor do programa, o cineasta João Jardim, que decidiu manisfestar sua insatisfação com a TV Globo e com alguns artistas, como João Bosco, Caetano Veloso, Chico Buarque e até mesmo César Camargo Mariano.
João ainda revelou que a Globo cortou a cena que explicaria os motivos da morte da cantora.
Pois é...Mesmo 25 anos depois, Elis continua boa de polêmicas. Ela deve estar rindo lá no céu, afinald e contas ela já tinha avisado que ninguém a decifraria!!
Para ler a matéria completa, clique aqui.
Escrito por Danilo às 09h31
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POR TODA MINHA VIDA - FOTOS
Caros,
Aí vão as primeiras fotos do especial Por Toda A Minha Vida que a TV Globo exibe nesta quinta-feira, dia 28 de dezembro, em homenagem a Elis.
A primeira é a atriz Bianca Comparato, que vive Elis em seu início de carreira. As demais são de Hermila Guedes, a Elis na fase adulta. A caracterização ficou muito legal...impressionante!


 


Escrito por Danilo às 12h18
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ELIS NO SESC

Caros internautas,
Conforme eu havia prometido, eu retorno a esse espaço para contar um pouco sobre o lançamento do box Elis - Edição Especial, que aconteceu no úiltimo dia 19 de dezembro, no Sesc Pompéia.
O evento foi promovido pela gravadora Trama e organizado por Allen Guimarães, que também participou do projeto do box. Estavam presentes João Marcello Boscoli, o guitarrista Nathan Marques (o preferido da Elis), o crítico Zuza Homem de Mello e o jornalista Salomão Esper, apresentador do programa Jogo da Verdade.

Além da apresentação do CD e da exibição do DVD com a última entrevista concedida pro Elis, o evento contou com uma exposição com alguns artigos de jornais e fotos sobre os cinco últimos shows da cantora (Falso Brilhante, Transversal do Tempo, Essa Mulher, Saudade do Brasil e Trem Azul).
A parte mais deliciosa do evento foi a mesa redonda na qual os convidados falaram um pouco sobre a Elis. E ouvir pessoas que realmente conviveram com ela é sempre muito interessante, emocionante e revelador.
O Nathan Marques, por exemplo, revelou que Elis (pasmem!) gravou a canção Só Deus É Quem Sabe (álbum Elis), debruçada na mesa de som, usando um microfone de mão. E foi essa a versão que foi ao CD. Coisa de gênio.

Salomão Esper elogiou o caráter da Elis e disse que, mesmo quando ela defendia suas posições, nunca deixava a educação de lado. Ele também disse que sentiu a Elis um pouco atormentada durante a entrevista e que o fim que se aproximava parecia previsível.
O crítico Zuza Homem de Mello ( e isso responde a pergunta que o leitor Gustavo fez no tópico abaixo) disse que Elis já era pop desde o Falso Brilhante, que foi neste disco que se deu a virada em sua carreira e que a crítica, sempre devagar, não se deu conta disso. Para ele, o disco Elis é resultado de um processo que havia começado há 4 anos e que apontava o caminho que Elis seguiria a partir da década de 80.

João Marcello contou um pouco de como se deu o processo de restauração do disco e disse que decidiu incluir duas canções a capella para que os fãs pudessem ter a sensação de ouvir, assim como ele ouviu um dia, a Elis cantando na sua frente. Ele também elogiou os músicos e disse que as faixas instrumentais mostram o talento e e a sensisbilidade dos músicos que acompanhavam Elis.
Essas fotos que deixei ao longo do texto são do evento. Se alguém quiser fazer alguma pergunta, é só deixar um post que respondo assim que possível.
Espero que vocês tenham gostado!
P.S - Vale esclarecer que o Elis- Edição Especial - ao contrário do que já foi noticiado- não será lançado em formato vinil. A Trama lançará sim uma caixa do projeto em janeiro, mas apenas o formato da caixa (embalagem) será de vinil. Dentro o público irá encontrar o CD, o DVD, e vários recortes de jornais (repoduções) com matérias da época do lançamento do disco Elis e do show Trem Azul, além da reprodução do programa do show. A trama chegou nesse formato, pois achou que, dessa forma, poderia reproduzir com fidelidade a capa do vinil lançado em 1980. O formato também permitiu que a gravadora acomodasse melhor todo o material extra que virá na caixa
Escrito por Danilo às 11h33
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TRAMA FAZ HOMENAGEM PARA ELIS

Na próximo dia 19 de dezembro, terça-feira, a gravadora Trama faz o lançamento do álbum Elis- Edição Especial, no SESC Pompéia, em São Paulo. O álbum traz a restauração, remixagem e remasterização do áudio do LP Elis, o último gravado pela cantora, no ano de 1980. Além das canções orginais lançadas no LP, o novo lançamento traz como bônus versões à capella de O Trem Azul e Se Eu Quiser Falar Com Deus. Pura maravilha para os ouvidos dos fãs. Elis Edição Especial ainda traz, em DVD, a última entrevista da cantora para um programa de TV, o Jogo da Verdade, exibido no dia 05 de janeiro de 1982, pela Tv Cultura.
Estarão presentes no lançamento João Marcello Boscoli (filho de Elis e presidente da Trama), Zuza Homem de Mello (crítico musical), o jornalista Salomão Esper (que apresentava o Jogo da Verdade) e o guitarrista e compositor Natan Marques (que tocou por quase 10 anos com Elis). Eles farão uma mesa redonda para discutir o lançamento.
Quem for ao evento, também poderá conferir uma exposição com fotos da cantora. O evento começa às 20h30 e tem capacidade para 500 pessoas. Os convites serão distribuidos, gratuitamente, 1 hora antes do evento.
Os fãs de Elis não podem deixar de participar!! Para quem não puder ir, eu prometo disponibilizar fotos dos evento aqui no Blog
Para quem quiser ouvir as versões à capella, aqui vão os links:
Trem Azul: http://rapidshare.com/files/7402256/Elis_Regina_-_O_Trem_Azul___a_capella__.mp3.html
Se Eu Quiser Falar Com Deus: http://rapidshare.com/files/7402062/Elis_Regina_-_Se_Eu_Quiser_Falar_c._Deus___a_capella__.mp3.html
Escrito por Danilo às 14h52
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PACOTÃO ELIS
Em janeiro próximo, faz 25 anos que Elis Regina morreu. Considerada - até hoje - a maior intérprete brasileira, Elis ganhará justas homenagens. A lista - para alegria dos seus fãs, que parecem se multiplicar a cada dia - inclui relançamentos em CDs, DVDs inéditos, um programa especial da TV Globo e uma nova edição de sua biografia:

Elis Edição Especial - Restauração, remixagem e remasterização do áudio do LP Elis, o último gravado pela cantora no ano de 1980. Originalmente lançado pela gravadora EMI-Odeon, traz sucessos como Aprendendo a Jogar, O Trem Azul, Sai Dessa, Rebento e Vento de Maio. Como bônus, o laçamento traz versões à capella de O Trem Azul e Se Eu Quiser Falar com Deus. A caixa, que custa em média R$ 54, ainda traz um DVD com a última entrevista concedida por Elis para a TV, em 05 de janeiro de 1982, para o programa Jogo da Verdade.
Falso Brilhante - O álbum lançado por Elis em 1976 passou pelo mesmo processo descrito acima e chega às lojas neste mês de dezembro. Gravado em um dia e meio, o CD traz algumas músicas apresentadas no show de mesmo nome, que ficou em cartaz durante 14 meses em São Paulo. Entre os sucessos desse álbum, gravado em estúdio, estão Como Nossos Pais, Fascinação, Velha Roupa Colorida, Tatuagem e Gracias a La Vida. Como bônus, um CD com fotos de Elis durante temporada do show Falso Brilhante.
Os Primeiro Anos - Elis Regina - Para homenagear a cantora - que dias antes de morrer havia assinado contrato com a Som Livre - a gravadora coloca no mercado um reedição dos dois primeiros álbuns lançados por Elis, Viva Brotolândia (1961) e Poema de Amor (1962). O repertório inclui inúmeras versões para rocks e boleros como As Coisas que Eu Gosto ( My Favorite Things), Sonhando ( Dreamin), As Secretárias ( Las Secretarias) e Dá-me um Beijo ( Para Siempre). A caixa com os 2 CDs custa, em média, R$ 45.
Furacão Elis - A biografia de Elis foi lançada, pela primeira vez, em 1985, três anos após a sua morte. Escrito pela jornalista Regina Echeverria, o livro causou polêmica por revelar os bastidores da carreira da cantora, e, principalmente. por falar sobre o envolvimento de Elis com as drogas, causa de sua morte. Agora, a editora Ediouro promete relançar em janeiro uma versão revista e ampliada do livro, que trará novos depoimentos e uma nova concepção gráfica.
Por Toda MInha Vida - A TV Globo anunciou, como novidade em sua tradicional programação especial de final de ano, o programa Por Toda Minha Vida. Com direção de núcleo de Ricardo Waddington, o especial irá contar a vida e a carreira de Elis. Com roteiro de George Moura e Sérgio Goldemberg, o programa está previsto para ir ao ar no dia 28 de dezembro.
Escrito por Danilo às 13h35
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O BRILHANTE DE ELIS

Quando o produtor João Marcello Boscoli lançou pela gravadora Trama, em agosto de 2004, a remasterização do álbum Elis&Tom, ele revelou para os jornalistas presentes no lançamento que pretendia fazer o mesmo com todos os demais discos de Elis Regina (1945-1982). Depois de muita negociação e alguns contratempos (alguns originais dos discos da cantora se perderam nos arquivos das gravadoras), João vai colocar nos próximos meses dois importantes discos de sua mãe nas prateleiras das lojas. O primeiro a sair, no próximo mês de novembro, será o álbum Elis, o último gravado pela cantora, em 1980. Lançado originalmente pela gravadora EMI, Elis volta ao mercado com algumas faixas-bônus, entre elas Trem Azul e Se Eu Quiser Falar Com Deus à capella (só a voz da cantora, sem o acompanhamento instrumental) e um encarte que trará fotos e reportagens de Elis publicadas na época do lançamento do CD e do show Trem Azul (1981). Além disso, junto com o álbum, será lançado um DVD com a última entrevista de Elis para a TV, gravada em 1982, na TV Cultura. Outro álbum em que João Marcello já está trabalhando é Falso Brilhante (capa acima), gravado em 1976 e que traz o registro, em estúdio, de algumas canções apresentadas por Elis no show que levava o mesmo nome e que ficou 1 ano e 4 meses em cartaz no Teatro Bandeirantes, em São Paulo. Uma curiosidade desse álbum é que Elis gravou-o em pouco mais de 24 horas, já que apresentava seu show de terça a domingo no teatro. Entre os sucessos de Falso Brilhante estão Fascinação, Velha Roupa Colorida e Como Nossos Pais. O lançamento está previsto para dezembro
Escrito por Danilo às 12h26
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ELIS NA TV CHILENA

No dia 09 de julho de 1981, Elis Regina deu uma pausa nos ensaios do show Trem Azul - que estrearia 23 dias depois - e viajou até o Chile para se apresentar em um programa de TV. O programa era dedicado inteiramente a ela e foi dividido em duas partes, uma com entrevista e outra com números musicais de Elis ao vivo.
Após sua morte, em 1982, o programa foi reprisado em homenagem a Elis. No começo, a apresentadora do programa fala um pouco sobre Elis, destaca alguns passagens importantes de sua carreira e mostra fotos do programa e da carreira da Elis. Depois, são mostrados alguns números como Wave e Upa, Neguinho de uma apresentação de Elis da década de 70, ainda em preto e branco.
A edição de homenagem foi feita misturando trechos da entrevista com os números musicais gravados por Elis. Na entrevista, Elis fala - em bom "portunhol" - que não tem problema em revelar a sua idade (ela estava com 36 anos)e que gosta acha que o tempo lhe trouxe maturidade. Ao ser perguntada sobre seu pior momento de vida, Elis aponta o problema que enfrentou com João Marcello quando ele nasceu e tinha alergia ao leite. Ela disse que quase perdeu seu filho...
Sobre "amores", Elis revela que amou apenas 2 vezes na vida e diz que é uma mulher fiel. Elis também ressalta seu lado dona de casa, dizendo que leva uma vida normal e que gosta de se ocupar com as atividades caseiras. Ela ainda diz que procura levar uma vida saudável e que faz o uso da macrobiótica por acreditar que uma alimentação saudável faz bem. No fim da entrevista, Elis diz que as mulheres jamais devem se colocar e deixar se colocar em segundo plano. Ela ainda diz que não gostaria de ser homem, mas que os adora (nesse momento Elis solta uma de suas famosas gargalhadas e abraça a apresentadora)
Musicais apresentados no programa: Sabiá, Oriente (em um incrível arranjo de César Mariano), O Mestre Sala do Mares , Conversando no Bar, Aqui É O País do Futebol, Amor Até O Fim/Mancada, Um Por Todos, Maria, Maria e Águas de Março.

Curiosidades:
- Elis veste o figurino do show Trem Azul
- Mesmo já estando praticamente separados, César acompanha Elis na apresentação
- A versão de O Mestre Sala dos Mares que Elis apresenta é a que foi censurada no Brasil ("salve o almirante negro)
- O cenário do programa é o Rio de Janeiro
- Os músicos que acompanham Elis são César Mariano, Nathan Marques, Teo Lima, Luizão e Bangla.
- Elis canta com um microfone sem fio
- Ela não canta nenhuma música do álbum Elis 80
Obs: As fotos deste post são do programa. A que abre o post é do momento da entrevista e a segunda foto é da apresentação musical
Escrito por Danilo às 15h33
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